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COMUNICADO 19/2007 |
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O Caderno Reivindicativo 2007/8, contemplando os principais problemas com que nos confrontamos, foi entretanto enviado ao Senhor Ministro, com o respectivo pedido de abertura de negociações. Pela maior ou menor participação que podem vir a ter no respectivo processo negocial, cópias do mesmo foram enviadas também para o SE das Comunidades Portuguesas, o Secretário-Geral, a Presidente do I. Camões e o Director do DGA. Escrevemos ainda ao Senhor Ministro das Finanças, com cópia aos SE do Orçamento e da Administração Pública, apenas sobre a actualização salarial. Nesta matéria tem-nos sido imposta a percentagem da Administração Pública, o que representa apenas cerca de metade da compensação da perda de poder de compra a que globalmente temos estado sujeitos. Na nossa comunicação defendemos que para compensar estas perdas, neste ano deve ser acordada uma compensação dupla para o nosso sector. É necessário acompanharmos o processo das negociações na FP e a nossa negociação sectorial porque a força do STCDE reside da nossa união. O CR 07/08, que pode ser
consultado na íntegra na nossa Página, apresenta resumidamente as
seguintes reivindicações: 1.
Preenchimento de lugares de chefia – abertura de concursos para
preencher os lugares vagos, como vem sendo reconhecido ser necessário; 2.
Acesso a Técnico Especialista e a Assistente Administrativo Especialista e
Principal – há umas
4 centenas de colegas que satisfazem as condições legais para ser
promovidos e que há pelo menos 15 anos aguardam uma possibilidade; 3.
Actualização dos índices 100 e salarial 2008
– não podemos continuar a aceitar os atrasos nem a imposição de uma
percentagem que é insuficiente para compensar a perda de poder de compra na
mesma proporção que na Administração Pública em geral; 4.
Compensação em IRS dos trabalhadores contratados aplicando as escalas
indiciárias – é
necessário que os colegas contratados sejam colocados em pé de igualdade
com os vinculados para suportarem as suas obrigações fiscais; 5.
Contratação a termo certo – é inadmissível que o Estado esteja a
desenvolver uma política de recursos humanos precária para satisfazer
necessidades permanentes de serviço; estes colegas já constituem 25% dos
efectivos nos serviços externos; 6.
Contrato Individual Trabalho dos colegas nas residências
– há um ano que o DGA afirmou ir mandar celebrar os contratos com os
colegas nas residências, visto já ter parecer jurídico sobre o respectivo
horário de trabalho, mas até agora nada fez; 7.
Trabalhadores do QUC sem
Segurança Social – embora
o actual Ministro se tenha manifestado perplexo por esta situação que vai
contra a Constituição portuguesa, quase nada foi feito para resolver esta
grave lacuna, que, segundo recente levantamento do DGA, atinge quase 200
colegas; 8.
Acreditação com direitos especiais e privilégios
– constando do Estatuto Profissional e tendo sido mandada fazer pelo
Secretário Geral cessante, os responsáveis só a promovem quando e a favor
de quem querem – o Embaixador em Berna
não o faz, embora o seu colega na NUOI, em Genebra, o tenha feito; a
embaixada em Madrid acreditou os colegas de Vigo mas não o faz em Sevilha;
o anterior embaixador em Berlim não
acreditou ninguém a não ser o seu motorista e do actual desconhecem-se
eventuais diligências a este respeito; nos EUA só agora podem ser
acreditados porque surgiu o IRS americano; e em Viena
não a pedem ... porque não querem; 9.
Formação profissional
– todo o país reclama a necessidade de formação mas as Necessidades
extinguiram a nossa e agora até puseram na lei que não a promovem, no
momento em que a lei da avaliação de desempenho a vem exigir, o que é
inacreditável; 10.
Avaliação de desempenho
– até 2004 não fizeram a nossa classificação de serviço, da mesma
forma que depois disso também não promoveram a nossa avaliação, com os
consequentes prejuízos para a promoção na carreira e a melhoria dos serviços;
o SE da Administração Pública já nos disse que o MNE tem de negociar
connosco o respectivo regulamento de aplicação do SIADAP – Sistema
Integrado de Avaliação de Desempenho na Administração Pública – que
vai entrar em vigor; 11.
Negociação do EPCCI Camões –
mau grado os esforços que vimos desenvolvendo com a Presidência do ICA, o
que é facto é que a tutela política tem vindo, com o maior à-vontade, a
inviabilizar a regularização da situação laboral dos colegas nos centros
culturais, vazio que a nova lei orgânica não colmata mas exige. A propósito da situação de dupla tributação nos EUA repetíamos no último comunicado que, “embora tenha havido uma evolução positiva recente, mantém-se de pé a hipótese de greve, se os resultados positivos não tiverem concretização material nas próximas semanas.” E que “os colegas atingidos têm todos os motivos para lutar, mostrar o seu descontentamento e receber todo o nosso apoio”. Lamentavelmente não houve qualquer evolução positiva nestas últimas semanas, não havendo qualquer compromisso sobre as datas de devolução de tudo o que retiveram ilegalmente desde Janeiro 04 a Setembro 07. De igual modo, não há garantia de compensação em IRS dos colegas contratados, sujeitos que estão também a obrigações fiscais, do pagamento dos milhares de dólares de juros ao fisco americano e também não foi respondida a questão do pagamento dos impostos a nível estadual, a que os colegas ficaram sujeitos, incluindo mais juros e penalidades. Por isso os colegas querem a devolução e compromissos já, tanto mais que os colegas ficaram obrigados a cumprir adiantamentos trimestrais por conta dos impostos, sendo que a terceira prestação deste ano, é vencida na próxima 2ª feira, dia 15, sob pena de ainda mais juros e penalizações. A hipótese de greve continua de pé. Embora sem retroactivos de anos anteriores também na Suécia vigora de facto a dupla tributação aos poucos colegas ali resistentes. |
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A COMISSÃO EXECUTIVA |
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»este
Comunicado
em .pdf |
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