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É
do conhecimento geral que o PS ficou em 1º lugar nas eleições
para a Assembleia da República, tendo constituído um governo
com apoio parlamentar minoritário, integrando, pelo que nos
diz respeito, os mesmos principais governantes– além do
Primeiro Ministro, do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do SE
Comunidades Portuguesas (que como é sabido tem sido o nosso
principal interlocutor político), também a equipa política
do Ministério das Finanças e da Administração Pública foi
genericamente reconduzida. Sendo claro que um governo sem
maioria parlamentar tem de se entender com a Assembleia da República
nas principais questões políticas, não é claro se o fará procurando
consensos ou apenas quando a tal for obrigado.
Tendo
constatado no final do anterior mandato que o governo não
mostrou disponibilidade para responder positivamente às nossas
principais reivindicações, persistindo em querer submeter-nos
a desconhecidos regimes laborais locais, da mesma forma que o PS,
interpelado a este respeito remeteu para esse mesmo enquadramento
local, é claro que teremos de continuar a lutar pela
conquista dos nossos direitos, recorrendo também à oposição
parlamentar maioritária.
É
nesse sentido que estamos a desenvolver esforços junto dos grupos
parlamentares, sabendo, pelas posições assumidas antes das eleições,
que temos pelo menos o apoio do BE e do PC, desde logo
suficiente para que as disposições legais em causa –
constantes da lei geral e já transpostas para o estatuto profissional
dos colegas nos centros culturais - sejam chamadas à apreciação
parlamentar, para que possam ser revogadas.
Embora
o estatuto profissional consagrado pelo DL 444/99 não
tenha sido revogado, entendeu o MNE passar a actuar
como se assim fosse em matéria de recrutamento, como
consta do regulamento que despachou sem nos consultar e
dos avisos de abertura de concursos que nos têm chegado ao
conhecimento.
É
da maior utilidade que os colegas nos façam chegar todos os avisos de
concurso que vêm sendo publicados para os podermos contestar.
Como
tínhamos informado, em Novembro ser-nos-á finalmente abonado o que
nos devem relativamente às mesas eleitorais de 5 a 7 de Junho,
conforme telegrama/ circular aos postos:
«Tendo
sido necessário proceder-se alteração orçamental, informa-se que
processamento do pagamento de horas extraordinárias efectuadas
durante eleições Parlamento Europeu será efectuado próximo
mês.»
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