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Embora
seja essencial impedir que o governo avance com a famigerada
pretensão de nos remeter para as desconhecidas legislações
locais, é necessário que se ultrapasse a situação de indefinição
em que nos encontramos.
O
444/99 não foi revogado, mas a vigência de novos
diplomas legais que em parte se lhe sobrepõem e o contrariam,
têm levado os responsáveis a fazer de contas que se voltou ao
tempo da velha senhora, como se não existisse estatuto
profissional.
Daí que,
paralelamente aos contactos que temos desenvolvido junto das instâncias
parlamentares, também já tenhamos interpelado o governo
com vista à imperiosa revisão negociada do regime legal
que nos rege.
Mas
não podemos alimentar ilusões: sem a nossa disponibilidade
e mobilização para as lutas que nos sejam impostas, o governo
vai querer regressar ao período antes da existência do
estatuto profissional, permitindo-se escolher entre as regras
que mais lhe convenham. Temos de reunir e discutir o que
devemos fazer para afirmar os nossos direitos.
A
situação dos colegas nos centros culturais é diferente,
porque o respectivo estatuto profissional (DL 165-B/09) foi imposto
com base numa disposição legal recente – “sem prejuízo da
legislação local aplicável” - , que o governo quis usar.
É
nesse sentido que temos vindo a desenvolver esforços junto dos
grupos parlamentares dos partidos (e das competentes comissões
parlamentares), com vista à sua alteração pela Assembleia da República,
sabendo-se já, pelos pedidos de apreciação parlamentar
apresentados, que temos, à partida, o apoio do PSD, do BE e
do PC (o que não impede que venhamos a ter apoios do CDS e do
PS), quase suficiente para que a norma de prevalência geral da
legislação local possa ser revogada.
Apresentámos
entretanto em tribunal uma providência cautelar contra
o regulamento de concursos, que o governo publicou à socapa, afirmando falsamente
que nos consultou (!) e, explicita ou implicitamente, tem vindo a usar
nos concursos para admissões, fazendo tábua rasa do 444/99 e
chegando ao cúmulo de contrariar direito em vigor na união
europeia, ao excluir candidatos não residentes no respectivo país,
e fixando os salários sem compensação em IRS. Voltamos a
pedir que nos façam chegar os avisos de concurso que vêm
sendo publicados para organizarmos a sua contestação legal.
No
seguimento da recente informação relativa aos efeitos SIADAP a
reclamar, chamámos a atenção do gabinete do Secretário-Geral
para a necessidade de lhes dar o devido andamento: não é de todo em
todo aceitável que os responsáveis se limitem a remendar o sistema
de avaliação de modo a congelar a progressão na carreira, sem fazer
o que é devido quando se trata de benefícios
para os trabalhadores.
Tal
como tínhamos anunciado no comunicado 30, o DGA processou a sentença
relativa ao pagamento dos diferenciais de integração do subsídio
de férias 2005 aos quase 200 colegas que participaram neste
processo colectivo, incluindo os juros devidos. Para facilitar
a verificação do que foi pago o Serviço Jurídico fará em breve
uma circular aos associados em causa.
Como
então referimos estamos a pressionar no sentido de serem processados
os outros diferenciais ainda em falta, devendo haver notícias
a este respeito nos próximos 15 dias.
Até
ao momento não conseguimos apurar quando é que o ICA irá processar
a actualização salarial 2009 (não negociada) e qual a opção
feita de entre as diversas hipóteses.
Como
tínhamos anunciado e nos postos já poderão estar a verificar, o DGA
processou finalmente as dívidas referentes às eleições
de 5/7 de Junho.
Segundo informação do Tesouro, fora da área euro, o seu
pagamento e o dos salários poderá estender-se até 2ª feira, dia
23.
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