|
Tal como o
STCDE tinha feito, também, nesta 4ª-feira, a Assembleia da
República interpelou o Senhor Ministro sobre a revisão negociada
do regime legal que nos rege. Segundo o que pudemos apurar, SExa terá
informado que há propostas legislativas adiantadas e que a solução do
problema está para breve, mas o que é facto é que, até hoje,
nenhuma resposta foi dada ao nosso pedido de abertura de negociações.
E mesmo que SExa tenha reconhecido que o MNE tem grandes problemas de
Recursos Humanos, o que toda a gente sabe mas os responsáveis nada
fazem para alterar, esta postura - não negociar com o sindicato e
anunciar que as coisas estão adiantadas - leva-nos a insistir: sem a
nossa disponibilidade e mobilização para as lutas que
nos sejam impostas, o governo vai querer regressar ao
período antes da existência do estatuto profissional,
permitindo-se escolher entre as regras que mais lhe convenham.
Temos de reunir e discutir o que devemos fazer para afirmar
os nossos direitos.
Sobre a situação criada aos colegas nos centros culturais, cujo
Estatuto Profissional (DL 165-B/09) foi já imposto com
base na prevalência da "legislação local aplicável", o Senhor
SECP, disfarçando o que está em causa, terá afirmado na AR
não entender os pedidos de apreciação parlamentar, porque o estatuto
profissional ...para os professores é bom (!). Pois é, é mais ou menos
como nós queríamos ter um!
Os esforços que temos vindo a desenvolver junto da Assembleia da
República continuam a correr bem, já que, para além dos pedidos de
apreciação parlamentar apresentados - PSD,
BE e PCP -,
o que deverá ser suficiente para que a norma de prevalência geral
da legislação local possa ser revogada, está entretanto agendada
para a próxima 5ª feira, dia 17, uma audiência conjunta com a
Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades
Portuguesas e com a do Trabalho, com representantes de todos os
partidos, às quais iremos apresentar as razões que nos assistem com
vista à conquista de um apoio tão abrangente quanto possível.
Por razões processuais, vamos questionar em tribunal os concursos para
admissões cujos avisos contenham ilegalidades, nomeadamente fazendo
tábua rasa do DL 444/99. Voltamos a pedir que nos façam chegar
os avisos de concurso que vêm sendo publicados, para
procedermos a sua contestação legal.
Pelo que conseguimos apurar junto do ICA, ainda não há autorização
para processar a actualização salarial 2009 (não
negociada), faltando para o efeito a autorização final do Senhor
Ministro, mas conseguimos saber que o ICA optou pela hipótese C, em
devido tempo transmitida aos sócios interessados.
Constatando-se que muitos postos têm vindo a (querer) negar o direito
ao regime de horário em Jornada Contínua, importa reafirmar
decididamente a sua legalidade. E se é verdade que as chefias
têm poder para o alterar, dentro dos limites e dos tipos de horário
legalmente consagrados, também os trabalhadores têm o direito de
lutar pelos tipos de horário referidos no Estatuto Profissional
desde há 10 anos e recentemente reafirmados no próprio Regulamento
Consular.
Mas, curiosamente, aqueles mesmos chefes que se apoiam no facto de o
Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas não consagrar a
Jornada Contínua, não se preocupam com a inexistência de qualquer
base legal para exigir aos trabalhadores o atendimento 24
horas, como se o estar de plantão às urgências, muitas vezes com o
telemóvel privado, fosse uma exigência caída do céu aos trambolhões.
Há vários séculos que a força de trabalho se vende, que a servidão foi
abolida.
Do mesmo modo afirmamos claramente que os 5 dias de férias
suplementares por gozo fora dos 4 meses mais pretendidos continuam
a integrar os nossos direitos legalmente consagrados, conforme
a simples leitura do pertinente artigo do DL 444/99 revela, pelo que
iremos interpor ainda este mês uma providência cautelar contra
as ilegais pretensões em contrário.
Apesar das noticiadas pressões no sentido de serem processados os diferenciais
de integração ainda em falta, a única notícia do DGA a este
respeito é a de que foi pedido reforço orçamental às
Finanças. Tudo leva a crer que vamos ter de ir a tribunal, mas
os ministérios responsáveis vão ter de pagar os juros legalmente
devidos.
Não há notícias nem sinais de o MNE, relativamente aos efeitos
SIADAP benéficos para os trabalhadores, parecer disposto a
aplicar a lei. Também seria de estranhar.
Como
já vem sendo habitual nesta época do ano, estão a chegar aos postos
via mala diplomática - com a expressa anuência do Senhor
Secretário-Geral, a quem agradecemos - os brindes de Natal do STCDE:
é um 2 em 1 - tapete de rato com calendário. |