|
O
DGA fez duas circulares
telegráficas
aos postos. Uma
sobre trabalho
extraordinário,
em que informa
razoavelmente
sobre o enquadramento legal fixado na nova lei, não
necessariamente a que se nos aplica, (embora errando ao referir 28 dias onde devia constar 28
horas).
A
outra,
supostamente sobre “Horário de trabalho”, constitui,
na realidade, um
manifesto anti-sindical contra a jornada contínua, que
anexamos para poderem ver com os próprios olhos.
O
Serviço
Jurídico
do STCDE já se pronunciou
e a Comissão
Executiva
já interpelou
o DGA,
conforme anexos, mas importa realçar
aqui alguns aspectos da
posição do DGA e da resposta que foi dada.
Desde
logo o facto de o DGA
afirmar,
sem provar, que o Estatuto
do Pessoal dos Serviços Externos,
está parcialmente revogado,
mantendo-se apenas em
vigor a parte relativa às carreiras e ao sistema retributivo.
Nós
até achamos que o sistema retributivo
já não está em vigor,
visto que, pertencendo agora, tanto os trabalhadores
que eram vinculados como os que eram contratados, ao mesmo
mapa de pessoal,
no regime de contrato de trabalho em funções públicas (RCTFP),
estes, os
que integravam o QUC, devem ser salarialmente equiparados
aos que integravam o QUV.
O
DGA deve muito dinheiro ! E
nós temos de lutar por isso.
Como
o DGA refere a celebração de acordos colectivos, dizemos desde
já que o STCDE
está interessado em negociar acordos
satisfatórios que nos sejam aplicáveis, assim
o MNE (cor-)responda.
Quanto
à questão dos horários, como o parecer do Serviço Jurídico
demonstra, há que ir buscar as aplicáveis modalidades
de horário de trabalho
onde elas estão
consagradas: no nosso Estatuto Profissional
– só revogado naquilo que contraria legislação posterior de
nível igual ou superior – e
no Regulamento Consular,
que as enumera e foi publicado
depois daquele RCTFP.
É o que exigimos seja reconhecido!
Por
esta amostra, e outras têm sido apresentadas, - como a remissão
sistemática para a ignorada lei local constante dos novos
contratos, e também o vazio criado em torno do Estatuto
Profissional dos colegas nos centros culturais -,
sabemos que o MNE nos quer atirar
para a ausência de direitos, por isso lutamos por eles.
Na
reunião de 4ª feira com os sindicatos da função pública, o Governo
voltou a reafirmar que pretende não aumentar os
trabalhadores, nem sequer se dignando observar a nossa
situação específica, para mais quando muitos colegas estão
a ser penalizados pela sensível desvalorização do euro.
Como
o Governo, num balanço sobre SIADAP havia dito terem
sido avaliados, em 2008, 90% dos trabalhadores do MNE
– 1953 em 2174 -, citámos na reunião a proposta de Orçamento
2010 que refere ter o MNE naquele ano 3705 trabalhadores,
donde se pode concluir que mais de 1500 não foram avaliados
e foram escondidos. Aliás, o ICA nem sequer
esconde: recusa-se a aplicar a lei enquanto não fizer
regulamento para tal.
Mas, mesmo relativamente
àqueles que tiveram o cuidado de reclamar os seus direitos
desde 2004 a 2007, e vêm sendo mais ou menos avaliados
desde então, o DGA já veio defender que os pontos
atribuídos por lei ou resultantes das requeridas ponderações
curriculares naqueles 4 anos, não servem para nada,
o que está completamente errado e temos de combater.
A mistura de
incapacidade e de má-vontade que domina o MNE parece ser um mal
só possível de melhorar através da luta
permanente, sendo a matéria em torno do SIADAP, um bom exemplo
desta exigência.
|