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trabalhadores estão a esgotar a paciência - Greve pode entrar na agenda sindical Novo ano herdou os velhos problemas sem soluções à vista É uma situação cíclica e repetitiva mas, mais uma vez, no início de um novo ano, os mais de 1600 trabalhadores que asseguram o funcionamento da Rede Diplomática e Consular de Portugal por todo o Mundo vêm dizer que estão à beira de esgotar a paciência, denunciando publicamente o que designam por “imobilismo e lentidão dos responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, que não respondem aos pedidos de negociação das matérias constantes do “Caderno Reivindicativo” enviado ao MNE há 4 meses, nem resolvem numerosos problemas pendentes, muitos deles a obrigar ao constante recurso aos tribunais”. Em comunicado de hoje aos associados, o STCDE assinala “a total indisponibilidade do MNE para negociar o que quer que seja ou resolver um único dos problemas com que nos confrontamos”, destacando:
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a ausência de medidas para garantir segurança
social a todos; “qualquer que seja a matéria em que se pegue, constata-se que o MNE não resolve, não responde, não quer negociar”, sublinha o comunicado sindical.
Sem este totalmente resolvido, veio juntar-se outro igualmente grave: descontentamentos em vários países, em especial nos do Leste da Europa, onde o euro se tornou a divisa de referência mas os salários ainda estão fixados em dólares, cuja desvalorização provocou diminuições de rendimentos insuportáveis. Alertado o MNE há meses, continua a fazer de conta que não sabe. E, para além destas questões mais recentes, todas as mais antigas transitaram para o ano que agora começou: admissões congeladas (excepto para funções auxiliares internas) e recurso sistemático a trabalhadores em situação precária; lugares de chefia imprescindíveis (Vice-cônsules e Chanceleres), assim como Técnicos de apoio às comunidades portuguesas, faltam em numerosos postos e não há concursos desde o século passado. Face ao que precede, refere o comunicado do STCDE “tudo isto significa que a situação é má, o que nos obriga a tomar medidas. Além da ofensiva jurídica a que tal nos obriga e de irmos desenvolver diligências junto das instâncias parlamentares, tudo indica que vamos ter de recorrer a medidas de luta sindical, que os Corpos Gerentes irão discutir no fim desta semana, na sua reunião trimestral”, conclui o comunicado
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